A convicción profunda da actualidade da revolución, fai necesaria a organización política da clase obreira.

G. Lukács
 

miércoles, 9 de febrero de 2011

2011 ANO ELECTORAL


Carlos Dafonte

Este ano, no mes de maio, van ter lugar eleccións no estado español; autonómicas en todas as comunidades excepto Galicia, Cataluña, País Vasco e Andalucía e municipais nos máis de oito mil municipios do estado. Tamén, aínda que non por elección directa, vanse renovar as Deputacións Provinciais.

martes, 1 de febrero de 2011

27 DE XANEIRO, O NOVO COMEZA A NASCER


Roberto Laxe
A pesar do silencio “clamoroso” de todos os médios oficiais, dos xornais e as TVs, desenvolveuse a xornada do 27 de Xaneiro; o que comenzara como umha convocatória Folga Xeral em Euskadi, Galiza e despois Catalunya, convirtiuse nunha verdadeira Xornada de Loita Estatal contra o recorte das Pensións e o Pacto Social, desbordando os marcos nacionais dos mesmos convocantes.

sábado, 22 de enero de 2011

SOBRE A FOLGA XERAL CONVOCADA PARA O DÍA 27

Carlos Dafonte

Para o día 27 de xaneiro, coordinada cos sindicatos vascos ELA e LAB, a CIG convoca en Galicia folga xeral.
A primeira reflexión cando coñecín o feito, foi que esa decisión era incorrecta, oportunista, torpedeaba a unidade necesaria dos traballadores do estado cara a unha nova acción conxunta, unha nova folga xeral, e que era un acto sectario e vangardista, decidido sen pensar nas consecuencias para o movemento obreiro no seu conxunto.

lunes, 17 de enero de 2011

TUNEZ: A INSURRECCIÓN POPULAR DERRUBA AO DITADOR

Roberto Laxe
O que comeza como unha protesta social polo suicidio dun mozo licenciado que vivía de vendedor ambulante, reprimido pola policía, convirtiuse nun levantamento popular que derrota ao ditador Ben Ali.

As condicións sociais para o estalido social estaban máis que dadas. Tunez é un pais absolutamente colonizado polas potencias imperialistas, moi en particular pola Union Europea. Francia, en concreto, ten instaladas no pais 1200 empresas, ás que se unen sociedades britanicas, belgas ou españolas.

martes, 4 de enero de 2011

A REFORMA DAS PENSIÓNS E OS INTERESES DA OLIGARQUÍA

Carlos Dafonte

Escrebeu non hai moito o periodista, antigo membro do parlamento europeo e pensador comunista portugués Miguel Urbano: “para que os povos se mobilicen na luta contra o sistema que os oprime...é indispensavel a compreensáo do funcionamento do monstruoso engrenagem que deforma o real”.....”essa compreensäo e extraordinariamente dificultada pela máquina de deseinformaçao mediática controlada polas grandes multinacionais”. Estas dúas citas, a realidade que denuncian, debémolas ter moi en conta a hora de falar do tema das pensións no estado español e sobre todo cando o fagamos da campaña emprendida polo presidente e o goberno, para modificar aspectos substanciais das mesmas, coincidentes cos intereses da banca.

martes, 28 de diciembre de 2010

ESTADOS INTERVENCIONADOS, CRISE POLÍTICA E LUTA DE CLASSES

Ángeles Maestro*

“Se o meu povo adormecido despertasse
Nada restaria das tuas malfeitorias”
Norman Briski
Parte I
Os resgates do FMI, UE e BCE e o final da soberania.
Objectivo: destruir todas as conquistas operárias.
Os acontecimentos sucedem-se vertiginosamente na União Europeia. A decisão
tomada em Maio último pelo FMI, a UE e o Banco Central Europeu de “resgatar” a
Grécia com 110 000 milhões de euros aconteceu a poucos dias da criação de um
fundo permanente de 750 000 milhões de euros (250 000 do FMI e 500 000 dos
estados da UE), perante a ameaça de contágio de Portugal e Espanha, com o fim de
assegurar “a saúde e a estabilidade do euro”.
Nestas últimas semanas reeditou-se o mesmo guião que se representou na Grécia.
Em primeiro lugar, começam os rumores sobre a falta de solvência da Irlanda e
Portugal, aumentam vertiginosamente os juros pagos aos compradores da dívida,
põe-se em dúvida a viabilidade financeira – pública e privada – do país e, perante o
risco de bancarrota, absolutamente fabricado, o governo correspondente solicita um
empréstimo de milhares de milhões de euros. O governo socialdemocrata português,
aluno mais dócil, prepara o terreno ameaçando com o dilúvio: “Se não se aprovasse
o Orçamento, Portugal poderia sair do euro”. O governo irlandês resistiu mais,
aferrando-se à bomba política que significaria para um país, que só agora começa a
recuperar a sua autonomia, a perda da sua soberanja. Para o obrigar a receber o
empréstimo antes que se realizem umas eleiçõrs gerais, previsivelmente
antecipadas, está a decorrer um obsceno desembarque de banqueiros representantes
do trio FMI, UE e BCE. A receita é brutal para um país de 4 milhões e duzentos
2
mil habitantes: 100 000 milhões de euros com juros de 5% e o correspondeste plano
de pagamento.
O drama irlandês é de proporções históricas, já que se trata de um país que há
séculos vem lutando pela sua independência da Inglaterra e que justamente agora
estava a começar a recuperar a sua soberania. Marx reaparece de novo: não há
independência política sem independência económica. Peter Oborne, chefe dos
comentaristas políticos do Daily Telegraph, di-lo com crueza1: “Não pode negar-se
que a Irlanda perdeu o seu estatuto de nação soberana.Graças ao seu desastroso
envolvimento com o euro, perdeu toda a independência na política interna, externa
e, sobretudo, económica. A nação irlandesa é uma criação de Bruxelas e do Banco
Central Europeu. O primeiro ministro irlandês tornou-se num procônsul nomeado
por Bruxelos em Dublin. Brian Lenihan, o ministro das finanças, é como o gestor
ultramarino de uma filial de Bruxelas. Para os que amam a Irlanda, isto é
miserável e deprimente, mas é preciso lembrar que um destino análogo espera
muitos outros países europeus. A Grécia já está a fazer o que lhe ditam o FMI e o
BCE; em breve ocorrerá o mesmo em Portugal e, a seu devido tempo, em
Espanha”.

martes, 14 de diciembre de 2010

O ESTADO LAICO PODE ESPERAR


Côa visita do Papa quedou evidente que o estado español ainda non rompeu co seu pasado de “dominación” da Igrexa católica sobre o Estado. O Goberno central do PSOE, o PP na Galiza así como o Tripartito de Catalunya, non escatimaron diñeiro para recibir ao maior dignatario de tan “respectuosa” institución, a Igrexa católica. Á vez que reducen partidas para educación, sanidade, servizos sociais, etc., baixo a xustificacion de que estamos en crise.